Pedro Vieira, o irmão Lúcia, no Arrastão.

Em Berlim, os funcionários de um parque de animais ficaram todos contentes com o nascimento, hoje, de filhotes do porco chinês da raça Meishan. Na Alemanha, conta a DW, "o porco é um símbolo tradicional de boa sorte na passagem do ano".
O bando de malfeitores que controla a organização separatista basca ETA decidiu pôr uma bomba na EiTB, para acabar o ano. Já ninguém devia tentar sequer perder dois segundos a pensar do que poderia ser, eventualmente, na possibilidade de haver algum sentido, o motivo para que se pensasse em marcar algum ponto no debate público ao dar a ideia para decidir pelo colectivo do que se poderia conseguir se num atentado se atingisse... Mas sim, vai perder-se segundos, horas e dias a tentar perceber o que andou à volta deste atentado. As pessoas que continuam a morrer e a sofrer por causa de um conflito merecem que todas as tendências pensem sobre o assunto e dêem a sua opinião - sem que venham a ser acusados de ser pró-eta ou pró-Madrid. Uma guerra de baixa intensidade que - como todas as que duram há mais de 20/ 30 anos - tem muitos culpados e poucos inocentes. Reacções.
Via "Gaza: choque e pavor", artigo de Alain Gresh online no site do Le Monde Diplomatique, chego ao Free Gaza e a uma série de contactos de estrangeiros que poderiam ajudar os media portugueses a evitar estarem apenas a utilizar os relatos das agências.
Aí vai:
Human Rights Defenders in Gaza (available for interviews):
Dr. Eyad Sarraj (Arabic and English) +972 599400424
Ewa Jasiewicz, Free Gaza Co-Coordinator in Gaza (Polish, Arabic, and
English) - +972 59 8700497
Dr. Haider Eid (English and Arabic) + 972 59 9441766
Sharon Lock (English) +972 59 8826513
Vittorio Arrigoni (Italian) +972 59 8378945
Fida Qishta (English and Arabic) +972 599681669
Jenny Linnel (English) +972 59 87653777
Ou o pessoal do Free Gaza Movement (FREE GAZA) e do International Solidarity Movement (ISM) na Faixa Ocidental do Jordão (e não na "Oeste banque" como ouvi num dos canais TV portugueses):
Adam Taylor (ISM) - 972 59 8503948
Lubna Masarwa (FREE GAZA) - 972 50 5633044
Vá meninos, neste post vale copiar sem citar...
Não percebo o que dizem, claro, mas sei que protestam contra a guerra. Este vídeo - via Another world is possible (tanx @anaserpa) - recordou-me porque gosto de Israel e porque Israel é diferente dos seus vizinhos (todos?).
Reescreve Davinca no Another world is posible uma mensagem chegada do território: "Sinto que os media foram instruídos para não revelar as vozes da esquerda. Houve várias concentrações por todo Israel desde sexta-feira contra a guerra. Sábado, em Telavive, estiveram pelo menos duas mil pessoas e vamos continuar, mas nem uma única palavra nos media." Será, mas domingo encontrei este parágrafo no Jerusalem Post.
I was lookin' back to see if you were I was lookin I was I was lookin' back to see if you were lookin' back at me To see me lookin' back at you I was lookin' back to see if you were lookin back at me To see me lookin back at you I was lookin' back to see if you were lookin back at me To see me lookin back at you
Ao ouvir, ao final da tarde, os comentários nas televisões portuguesas (SIC e RTPN) sobre o que se está a passar em Gaza, não podia deixar de ficar desiludido com os colegas jornalistas aparentemente especializados em Internacional. Ao longo do dia, mesmo que com febre, fui acompanhando as informações que chegavam via France24, Al Jazeera e BBC e ia tendo um retrato razoavelmente correcto do que se estava a passar. Ninguém me tentou vender banha da cobra. Isso aconteceu depois, ao início da noite, nas televisões portuguesas. A Márcia Rodrigues explicava que o problema era que o Hamas e a Fatah estão divididos e que o Hamas rompeu a trégua! Carlos Henrique Cymerman na SIC afirmava que até a extrema-esquerda aceitava estes ataques porque a segurança no Sul de Israel estava em risco (será que aceita mesmo? ler) e que nos ataques de rockets pelos Hamas hoje já tinha morrido uma pessoa... Não creio que fosse a minha febre, creio mesmo que as explicações eram diferentes, e a principal diferença é que nos noticiários da France24, Al Jazeera e BBC não me tentaram vender banha da cobra, porque não se pode fazer análise do que significa um morto num ataque com um rocket ou o que significa a divisão dos palestinianos quando duzentas pessoas foram mortas num acto de guerra em que mais de cem mísseis foram disparados.