Kimmo Pohjonen e as Värttina este domingo na Casa da Música por apenas 15 euros. A não perder!
Em quem votaria Marco Di Camillis?
Via Pedro Doria, uma das minhas bússulas para acompanhar as eleições nos EUA. Onde apanhei o link para este anúncio de meia-hora de Obama. Eu votava nele.
Tenho uns amigos sem emprego que se calhar precisam de tirar uma carteira profissional... de cabeleireiro.
A leitura da sentença no processo de insolvência da Sédico, empresa que pagava os salários aos trabalhadores despedidos de O Primeiro de Janeiro, foi hoje adiada no Tribunal de Comércio de Gaia por desistência da oposição por parte da empresa. Pouco tempo depois de o pedido de insolvência da Sédico dar entrada no tribunal, em Maio de 2008, a empresa apresentou a sua oposição ao mesmo pedido, tendo desistido da mesma esta terça-feira.
* por motivos que se percebem pela leitura da notícia da Lusa (que a Paulinha e o Carlos me enviaram, tanx!), que segue via comunicar a direito, abstenho-me de a comentar.
..agora só faltava vir este senhor.
Beirut -- Secret Show Sept'07 Video 4 from ObsceneNYC on Vimeo.
Ver o resto dos vídeos do "concerto secreto" de Beirut aqui.
Depois de estar seis horas a trabalhar em pé numa loja de discos, só mesmo algo/alguém como Nneka me faria prolongar por mais duas horas a posição. Mas valeu a pena. O concerto da nigeriana emigrada na Alemanha foi o que estava à espera, Ritmo, Voz e Palavras (sim e também Amor, e rap). A senhora é colossal apesar de parecer frágil, quando levanta a voz os outros falam baixinho, quando aponta o dedo os outros pensam, quando mexe as mãos, dança, ela e os outros. Depois de estar seis horas numa loja de discos, não é fácil ouvir a Nneka sem a catalogar - nessa loja de discos está colocada no funk. Será funk? Foi com o «Gipsy» que a encontrei, atrasado. Será dub? Ska? Foi com "Africans" e "Beatiful". Será Soul? Foi com "Mind vs Heart" e "The uncomfortable truth". Será new folk? Blues africano? Foi com "Come" (fiquei rendido). Será hip-hop? Foi, várias vezes, com "Africans", "Walking" e a nova música, cujo o nome anda à volta de "tocho". Será Afrobeat? Foi em vários momentos, como com "Suffri". E com estas duas músicas a nigeriana lembrou o escritor e professor e activista humanitário da Nigéria, Ken Saro Wiwa, cuja memória ela, também oriunda do Delta do Níger pretende perpetuar. Musicalmente fez-me lembrar Fela Kuti, que não citou. O discurso do roubo que significou e ainda significa para milhões de nigerianos a fome a pobreza, o roubo das terras aquela gente durante décadas, terras que passaram da lavoura e da pesca para o petróleo, o roubo das terras usurpadas de forma corrupta pelos políticos e generais locais... fizeram-me lembrar vários activistas, como por exemplo a dona da Body Shop, e uma das amigas ocidentais de Saro-Wiwa. Alguém que, ou muito me engano, ou poucos conheciam na Sala 2 da Casa da Música... mas pelo menos que investiguem agora. Google it my friend! Depois de estar seis horas a trabalhar em pé custou-me mexer como queria com "Gypsy", "Heartbeat" ou "Confession". Aos músculos das pernas. Mas valeu a pena.
Só um pormenor: A terminar o concerto, Nneka disse que havia alguma coisa ("something") que nos colocou ali, em comunhão. Nós e ela, e os músicos, excelentes diga-se. Ela connosco. A ouvir piropos, a sentir o vibe do people. E essa something era Deus. Permito-me discordar. Essa something foi um bilhete de €22,5.
* faltava eu escrever, agora se querem ler ou não isso é lá convosco.
No quarteirão do único museu nacional da cidade do Porto, cuja casa "esconde" História, os passeios são demasiado pequenos para levarem com um poste. Ali não passa uma cadeira de rodas daquelas quitadas. Contudo, a escolha daquele poster de promoção do Soares dos Reis naquele preciso local foi preciosa.
Ainda bem que as coisas serenaram com o FC Porto senão ainda tinha de mudar de clube.
O pavilhão da Oliveirense foi penhorado, por causa de uma dívida antiga. A direcção do clube tinha recebido a informação do tribunal há mais de uma semana mas decidiu não avisar nenhuma das secções da situação. Esqueceu-se ou pensou que o tribunal poderia voltar atrás? E se sim, como? O presidente do Oliveirense, que financiou durante anos a secção de hóquei e foi mesmo o seu responsável, ao que me dizem (e parece que há muitas fotografias n'O Norte Desportivo que o comprovam) decidiu não comparecer no clube, no dia da penhora, quando as autoridades judiciais estiveram no local. E decidiu esclarecer os jornalistas por telemóvel! Esta notícia refere que, "segundo Eduardo Costa, a dívida de cerca de 300 mil euros – e não de mais de 1,2 milhões de euros, conforme estava escrito no edital [!!!] afixado numa das entradas do pavilhão – só ainda não tinha sido liquidada porque "estamos a aguardar uma decisão [fora pedido um empréstimo, solicitação à qual não tinha sido dada uma resposta]".
Conforme revela esta notícia, Noam Chomsky e outros escritores de Esquerda foram declarados proibidos pelo exército da Coreia do Sul. Engraçado é que os tinha em boa conta, aos sul-coreanos. Não sei como será agora com os livros que entretanto já foram comprados. Será que os vão queimar? Aí sim, seria o verdadeiro index... Claro que, do outro lado da fronteira que estes homens patrulham, também nunca deve ter entrado um livro do senhor Chomsky. Ou de Toni Negri. Ou a colectânea do Barnabé. Ali, decerto queimariam estes livros, não por serem sociais-fascistas, mas porque davam uma bela fogueira para os soldados do Norte se aquecerem.
A British Humanist Association, que conta entre os seus pares com Richard Dawkins, decidiu colocar, a partir de Janeiro, anúncios nos autocarros de Londres com o seguinte slogan: "Deus provavelmente não existe. Agora, deixe de se preocupar e aproveite a vida".
"Nós vemos tantos cartazes que divulgam a salvação através de Jesus ou que ameaçam com condenação eterna, que eu tenho certeza que esta campanha será vista como um sopro de ar fresco", disse Hanne Stinson, presidente da BHA.
Ouvido pela BBC, Stephen Green do grupo Christian Voice, um lóbi pró-religioso, afirmou que este tipo de anúncios podem ser um perigo para o público, se bem percebi. Em contrapartida, uma porta-voz da Igreja Metodista declarou-se satisfeita: "This campaign will be a good thing if it gets people to engage with the deepest questions of life."
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