“A kora tem 21 cordas. O polegar direito marca o baixo, o polegar esquerdo toca a melodia, ao mesmo tempo. Ficam os dois indicadores para a improvisação”.
Toumani Diabaté explicou duas vezes como se toca a kora, o instrumento que enfrenta desde os cinco anos, seguindo a tradição familiar que o elevou ao patamar de “príncipe”, por tocar tão bem e porque o seu pai, Sidiki Diabaté, era o rei. Foi na Casa da Música, anteontem, durante a primeira apresentação ao vivo em Portugal de “The Mande Variations”, o primeiro disco a solo em 20 anos.
Com quatro dedos, as 21 cordas daquela espécie de harpa chamada kora com uma espécie de caixa de viola que é uma cabaça cortada a meio são capazes de transmitir emoções a quem as ouve. E quanto pesam as 21 cordas? Toumani não saberia responder. “A improvisação é de inspiração divina. Fecho os olhos e toco. Fechem os olhos que ouvem melhor”, explicou no início do espectáculo. E para quem fechou os olhos o concerto foi, lá está, divinal, mesmo para os cépticos ou racionalistas.
Pela primeira vez desde a abertura da Casa da Música – e aquele desconforto inicial de nos adaptarmos a uma sala nova – as cadeiras da Suggia eram desconfortáveis. A versatilidade da apresentação de espectáculos na CdM (desde a garagem à praça exterior, passando pelas diversas utilizações da sala 2) poderia ter ajudado a tornar o concerto ainda mais divinal, se é que tal existe, trocando as cadeiras por almofadas, tapetes e mantas.
Toumani Diabaté gostou da Casa da Música, e também o disse duas vezes, em inglês e em francês. No início do concerto (atrasado por problemas de som), o público decidiu em votação plenária, de braço no ar, em que língua ele falaria. “Como não sei falar português, proponho que seja em inglês ou francês, ou Kita Maninkakan”, propôs. A maioria acabou por escolher o inglês, mas houve quem preferisse o francês e uma das línguas do Mali, tendo-se Diabaté desdobrado nas três.
A Maninkakan foi só na despedida, mas valeu pelo simbolismo, muito aplaudido de resto.
Todas as cinco músicas do alinhamento mereceram esse tratamento: “Kaira”, do disco a solo anterior com o mesmo título, “Abubakari”, tema dedicado ao primeiro homem a chegar à América “antes de Cristóvão Colombo”, e um improviso. O encore, já com apenas meia sala, foi com “Elyne Road” e “Ali Farka Touré”, do novo álbum.
Não durou a noite toda, como se pedia da audiência, e como ele cantou emulando Lionel Ritchie, mas foram duas horas muito intensas. Pelo menos para quem decidiu fechar os olhos. Salvé.
vídeo Youtube de hugthedj
Federico Jimenez Losantos, el Fede, o maior amigo de César Vidal e considerado um dos faróis da “imprensa livre” espanhola. Quis mandar no PP, a par com Pedro J Ramirez do El Mundo, e quer ser o rei da manhã com a rádio da Conferência Episcopal, a Cope… mas a Cadena Ser continua a dominar.
O vídeo que mostra o que ele é em baixo e aqui.
Repórter el Follonero, do programa de Andreu Buenafuente, vai a um comício do PP com um microfone da Cadena Ser. Em baixo e aqui.
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