Um blogue a partir do Porto sobre os media, a música e o mundo
29.2.08
Crise económica ou visões políticas sobre macro e micro-economia
link do postPor filinto, às 09:32  comentar

Eleitores espanhóis que pensem abster-se nas legislativas de 9 de Março podem oferecer-se através da Internet para votar no lugar de um imigrante, privado do direito de voto, mas que deseje exercê-lo no seu país de acolhimento.

Lusa.
link do postPor filinto, às 09:30  comentar

Uma bomba explodiu na noite de quinta para sexta-feira na sede do Partido socialista em Derio, no País Basco, sem fazer vítimas, depois de um telefonema da ETA a avisar a presença do engenho explosivo, noticia a agência Lusa.


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O fotógrafo dos emigrantes das praias de Espanha disse, muito emocionado, na inauguração de uma exposição, temer os discursos sobre a emigração. Javier Bauluz, prémio Pulitzer, critica durante o discurso de Mariano Rajoy, diz que "já basta" e compara o discurso ao de Milosevic.

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28.2.08
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=HqMrj2SVzuw]
Este vai para a lista dos piores melhores.
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link do postPor filinto, às 03:58  comentar

zapateroesquela.jpg
No Peão, via Womenage a Trois.
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link do postPor filinto, às 03:48  comentar

Segundo uma pesquisa do instituto Demométrica para a Telecinco, realizada com cerca de 8000 pessoas de 19 a 26 de Fevereiro, o PSOE obteria 44,2% contra os 38,6% dos conservadores do Partido Popular.

O PSOE continua preocupado. Estas sondagens podem levar a que as pessoas fiquem em casa.
link do postPor filinto, às 03:47  comentar

Associações de defesa dos animais na Espanha se juntaram para criar um partido que quer a proibição de uma das maiores tradições do país, as touradas. O Partido Antitaurino engloba 41 organizações de defesa dos direitos dos animais, que pedem entre outras coisas, que a população se torne vegetariana.

BBC Brasil
link do postPor filinto, às 03:44  comentar

26.2.08

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=wXyzTiL1Dqg&rel=1]



Percebo "diálogo", "igualdade" e "respeito" de entre as palavras do Eusko Alkartasuna neste spot. Ver mais aqui.
link do postPor filinto, às 22:37  comentar

No me siento representado, en absoluto, en actitudes conservadoras reticentes por ejemplo al laicismo, a la separación de la Iglesia y el Estado, a la creación de una sociedad laica.

Mário Vargas Llosa, escritor, ex-candidato à Presidência do Peru (perdeu para Fujimori), dupla-nacionalidade, peruano e espanhol, sobre o Partido Popular. Llosa parece próximo da UPD, uma formação recente, dinamizada por Rosa Diez e Fernando Savater. Despacho da AFP, via Blasfémias.
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Os meios de comunicação estrangeiros estão atentos ao que se passa na campanha eleitoral. Exemplos:
~ O debate e o seu entorno, no argentino Página/12

~ Um duro debate, categoriza a AFP no site brasileiro Último Segundo.

~ O Correio da Manhã contabiliza audiências e sondagens.

~ A síntese da escola BBC, nada de mais fica por dizer.
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O debate Zapatero - Rajoy transmite a dureza da vida política espanhola, mais radicalizada do que a portuguesa. Mas, no seu conjunto, mostra em ambos o esgotamento deste tipo de retórica política, deste teatro estudado ao milímetro, feito de acusações mútuas, que resulta cansativo e estéril. O que é que acontecia se aparecesse alguém a falar normalmente com dúvidas, reconhecendo erros, hesitações, com convicções mas sem tanta certeza, discutindo mais do que proclamando? Cada vez me parece mais que talvez, talvez, tivesse uma oportunidade. Não sei. talvez.

JPP, Abrupto
link do postPor filinto, às 17:01  comentar

Como se sabe, os meios de comunicação social em Espanha estão demasiado engajados às suas opiniões políticas, e as suas audiências estão muitas vezes relacionadas com os partidos de Governo, PP e PSOE. Uma realidade idêntica nas comunidades autónomas, com as devidas proporções, em que os jornais acabam por ser um espelho dos seus leitores, eleitores de determinados partidos e defensores de determinadas políticas.

Sabendo isto, neste post e noutros que se seguiram, farei um apanhado de algumas reacções ao frente-a-frente de ontem de Mariano Rajoy e de JL Rodríguez Zapatero.

En el tramo final, Mariano Rajoy sacó los papeles preparados sobre terrorismo, sobre el "referéndum separatista" del lehendakari, sobre las ilegalizaciones y sobre las víctimas. Zapatero evitó en todo momento entrar a ese trapo -pese a que el popular insistió- y contraatacó con las mentiras del 11-M, por ejemplo. Las encuestas y los expertos dirán hoy quién ganó. Parece que Zapatero. Euskadi desde luego que no.

Igor Camaño, DEIA, País Basco.

Mariano Rajoy, con corbata granate, abrió el debate frente a un José Luis Rodríguez Zapatero con corbata azul. El primer cara a cara entre los candidatos estuvo plagado de acusaciones y generó mayor tensión de la esperada. Rajoy consiguió acorralar a Zapatero, que se escudó en la gestión de su Gobierno y no escatimó criticas la labor tanto de oposición como gubernamental de los populares.

José Manuel Martínez, La Razón, Madrid.

El líder del PP tardó tres minutos en hablar de ETA y cuatro en llamar mentiroso a Zapatero. Así que quienes durante las vísperas se habían cansado de predecir que el primer debate después de 15 años sería un asunto insustancial y encorsetado se dieron cuenta enseguida de que se habían equivocado. Fue un duelo agrio, a cara de perro, repleto de las peores acusaciones -hasta de engañar a las viudas, acusó Rajoy a Zapatero- y de múltiples interrupciones. La estrategia de salida de Rajoy estuvo en sintonía con su labor de oposición durante los últimos cuatro años: mucha leña y mucha ETA. La de Zapatero, en cambio, tenía un objetivo muy claro: no tratar a Rajoy como a un simple candidato, sino presentarlo ante la opinión pública como lo que fue de 1996 a 2004, uno de los hombres más importantes en los sucesivos Gobiernos de Aznar. Los socialistas saben que Rajoy no suscita tanto rechazo como Aznar en cierto votante de centro izquierda, el más perezoso de todos, que sólo se acerca a la urna en las grandes ocasiones o ante los grandes peligros. Por eso Zapatero repitió un estribillo -"cuando usted fue ministro del Interior, cuando usted fue ministro de Educación, cuando fue vicepresidente del Gobierno"- que terminó poniendo nervioso a Rajoy.

PABLO ORDAZ, EL PAIS, MADRID.
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link do postPor filinto, às 10:33  comentar

25.2.08
21h07 / 22h07 em Espanha

Escuridão, começou. Manuel Campo Vidal, dando ideia de século passado, mas esperando todos que corra bem. Saudou o internautas. De nada, Manolo!

Campo Vidal saúda todos os sites, rádios e tv's. Citou os tugas.

Fala de complexo dispositivo que levou a este debate (ver link anterior). Parece que há especialistas de jogos de basquetebol para cronometrar o tempo!

Economia, Política Nacional, Internacional... os primeiros temas.


Rajoy: Começa por falar com os telespectadores directamente. Como pensam que estão as coisas? Bem, só se fôr para a senhor Zapatero. Como se pode dizer que a Espanha está bem? Em quê? Segurança, habitação, educação, mas sobretudo emigração. Atacar com a Memória Histórica, Espanha e Aliança de Civilizações...

ETA, negociação, o discurso repetido. "Zapatero quebrou o pacto contra o terrorismo!" Foi?

Rajoy fala 3 minutos e 1 segundo. "Muy Bien", diz Manolo (sem ponto de exclamação).

Fala ZP: Superamos Itália. Criamos 3 milhões de empregos. Apoiamos os mais velhos, com aumentos das pensões, a maior de sempre. A Lei da Igualdade. Lei da Dependência. O período de menos greves da Democracia.

"O principal obstáculo foi uma oposição que nunca aceitou o resultado eleitoral. Criou confusão, esteve entre a mentira e a crispação. Utilizou o terrorismo com fins partidários e tentou utilizar o choro das vítimas."

"Escolher entre diálogo e confrontação."

NOVA FASE Primeiro tema
Economia e emprego

Rajoy: Diz que os espanhóis têm noção que a economia está muito mal, em grande parte por causa do aumento dos produtos de primeira necessidade. "O governo não tomou nenhuma medida económica, estava preocupado com outras coisas". "Não deu corda ao relógio e o relógio parou".

Zapatero: Aceita que houve uma crise de crescimento, mas em 2008 a UE prevê que o maior crescimento da união. Superavit todos os anos nas contas públicos. Menos quatro por cento de economia.

Rajoy trouxe o gráfico. E golpes baixos: lembrar o que se passava no tempo do PSOE de González. Uii, com aquele desemprego... Vai ser difícil responder. "E não me venha falar da macroeconomia".

ZP fala dos números. ah, também tem os seus gráficos. E muitos. E ataca com os seus resultados económicos, que são ainda melhores do que os do consolado Aznar, e muito mais de González. "Você não pode falar com as pessoas da rua. Vocês aceitaram os arredondamentos do euro sem fazer nada". Um belo argumento, que aqui em Portugal nunca ninguém utilizou.

21h29 / 22h29
Vou fumar um cigarro. Estes vão atirar números um para cima dos outros.


21h34
QUESTÕES SOCIAIS

Rajoy: Emigração de novo. "É preciso ordem e controlo". Mais números, agora das entradas dos estrangeiros em Espanha.

ZP: Responde com a Lei de Igualdade e Maternidade, Lei de Dependência dos mais velhos (1 milhão), apoios a estudantes (Becas, traduzo depois), apoio habitação jovem, aumento salário, apoio por nascimento... números e mais números.

Rajoy: "Não tem o minimo interesse em falar em emigração".

(Parece-me que este se está a safar bem)

Irrita-me muito o discurso, muito perto da xenofobia mas admito que ajude a passar uma determinada mensagem. Efeito Sarko.

ZP: Quer dizer que a sua proposta de políticas sociais é a emigração. Continuo a apresentar a minha política social. PP esteve sempre contra os avanços nos direitos do cidadão. "Em mais de trinta anos não apoiaram nada dos direitos individuais das pessoas".

Bem respondido.

ZP: Fala de emigração. "O senhor era ministro do Interior antes do meu governo. Quando chegamos ao governo havia um milhão de ilegais. Fizemos a regularização, com acordo entre sindicatos e empresários".

21h49
POLÍTICA EXTERIOR E SEGURANÇA

ETA: Acusa ZP de ter quebrado o acordo parlamentar.
O fracasso mais notado desta legislatura.
Nunca negociarei, como nunca ninguém negociou antes de si com a ETA.

ZP: Quando era líder de oposição propus pacto anti-terrorista, e sempre dei o meu apoio ao governo de Aznar com o cheque em branco. Quando cheguei ao governo havia uma legislatura de 400 mortos por terrorismo.
"Como podia a ETA estar acabada se diziam que tinha sido a ETA a fazer o 11 de Março?"

Rajoy: "Você enganou-me e depois todos os espanhóis"

ZP: Voltou a lembrar Aznar. E volta a falar do Governo com Rajoy ministro do Interior. Diz que ficou muito por fazer.

Rajoy: Aznar não está aqui.

ZP: Foi Aznar que disse que a ETA era o Movimento Nacional de Libertação Basca.

Rajoy: Você volta atrás. E a vossa política externa é Castro e Chávez.

Rajoy parece melhor, populista. Zapatero mantém a calma, não responde.

ZP ajuda a mudar
Vocês andaram quatro anos a dizer mal do Governo de Espanha, você e o senhor Aznar, mas quando me tocou a defender o antigo Governo e o senhor Aznar, com Chávez, fi-lo.

ZP parece mais convencido do que Rajoy. Sabe do que fala. E tem uma calma olímpica.
Rajoy parece com a lição estudada. Chamou mentiroso várias vezes e isso passou.


22h13/ 23h13
Pronto agora o Rajoy vai começar a falar da "Espanha".
ZP responde defendo-se do Estatuto da Catalunha, se calhar tentando ganhar votos apeticidos.

Rajoy:"Não tenho nenhuma ideia da nação espanhola"
ZP: "O seu apocalipse está cada vez mais atrasado, nem Euskadi, nem Navarra, nem Catalunha"

Parece uma conversa de surdos. Um diz uma coisa e o outro responde e diz o que lhe apetece. Há muitas frases feitas. As de Rajoy estão mais bem feitas, as de ZP parecem mais verdadeiras.

Rajoy: "Espanha tem mais de 1500 anos de história e você pensa que é uma brincadeira"
ZP: "Este país deve ser feito com diálogo, uns com outros, comunidades autonómas umas com as outras, isso é fortalecer o estado e Espanha"

22h29/ 23h29
ÚLTIMO
O futuro

Habitação: Rajoy veio com os gráficos, e tunga Zapatero continua a enfiar-lhe com uma série deles. Agora um a mostrar que a habitação é cada vez mais barata para os que têm dificuldades sociais.
Educação: Rajoy diz que o PSOE só fala da educação de cidadania, mas que se esquece do resto de todo o panorama educativo.
Ambiente: ZP tentou brincar com o facto de Rajoy ter afirmado que não percebia nada de efeitos de estufa, mas depois leva com incêndios.

O verniz estalou e Zapatero não pode aceitar que Rajoy diga que ele atacou as vítimas de terrorismo. Acalmou-se e voltou ao tema.

ZP aproveita Javier Bardem.

Final Rajoy:
Podem por as coias de volta aos carris. Podemos olhar o amanhã com optimismo e segurança. Já fizemos o nosso trabalho de casa.

Rajoy com muitas notas. Pareceu ler ao longo de todo o debate.

Final Zapatero:
Tenho grandes confianças na Espanha livre e unida. Faz a lista das promessas importantes que cumpriu. Chegar ao pleno emprego em quatro anos.
ZP muito confiante, sem o sorriso habitual. Sério. Enuncia o que cumpriu.
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link do postPor filinto, às 21:06  comentar

 
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Contacto com o autor do blogue:
melo.filinto@gmail.com






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