Por estes dias, entre amanhã e domingo, decorre em Miranda do Douro e Vimioso o primeiro Congresso Internacional da Gaita-de-Foles Mirandesa. Trata-se, dizem os organizadores, do primeiro passo para a recuperação da autenticidade da gaita-de-foles desta região e, quem sabe, da sua certificação, no sentido de preservar a autenticidade e as características únicas deste tão peculiar e arcaico instrumento.Correio da Manhã. Apesar de não perceber o significado, aqui, de arcaico, gostei de ler.
Rui Rio quer o «fim da impunidade dos jornalistas», um eufemismo para a limitação do pluralismo na informação. E ao mesmo tempo que discorre sobre a impunidade dos jornalistas, Rio continua a utilizar o site e os painéis publicitários da Câmara Municipal do Porto para a demagogia mais baixa e impune.
Tempo de anarquistas, diziam, tempo de rebeldes, tempo de confusões, tempo de desbaratinos e desatinos…
Aos poucos, vendo pelos meus olhos o que a tinha substituído e o que veio a substituir o período negro, a República que eu entretanto conhecera (graças a leituras precoces de uns livros de história sérios) até não me pareceu nada de mal — muito menos houve algo anti-natura no que se passou no período de 1910/1926 (ou, creio eu, mais correctamente 1910/1939), e que passei a admirar.
Houve homens valorosos, incutiram-se os grandes princípios, que nos abandonaram entretanto, e multiplicaram-se as acções heróicas dentro e fora da “piolheira”, tudo coisas que incomodaram a mesquinhez, o miserabilismo e a instalada podridão. Estas três qualidades do povo que anda por estes lados da Península Ibérica vieram a instalar-se aos poucos, até que reinaram definitivamente desde o fim da segunda guerra até finais dos anos 60 ou até 1974.
- A sua ficha?
- A sua colega entregou-a ao dr. José - foi ele que me encaminhou para aqui.
- Desculpe, não percebi!
- O dr. José ainda tem a minha ficha, mas pediu para que a colega visse primeiro o…
- A funcionária.
- Desculpe?!
- Foi a funcionária que entregou a ficha ao dr. José.
- Haã! Sim, claro. Mas eu queria dizer “colega” no sentido de serem “colegas de trabalho”, de trabalharem no mesmo sítio.
- Ela é funcionária da clínica e eu sou enfermeira.
- !!!
- Ela é funcionária e eu sou enfermeira… O que se passa então? É o dr. José que tem a sua ficha, não é?
Por muito estranho que pareça, isto passou-se mesmo. Um amigo sindicalista diz que esta é uma das coisas que dificultam a “unidade na acção”, concordo e considero mesmo uma falta de respeito - a não ser que a enfermeira ao distinguir-se da funcionária estivesse apenas a acentuar que não tinha vínculo contratual com a clínica.
Comungo do princípio do post for burma em defesa da liberdade na Birmânia (Myanmar). A intoxicação de informação seguida da míngua deixa-nos angustiados. A memória e os relatos de protestos passados - normalmente reprimidos de forma sangrenta - não nos deixam sossegados com o que se estará a passar dentro do muro de silêncio que é o país, apenas vigiado pelos satélites. Há muitos conflitos no mundo, e todos eles serão decerto injustos, e ainda mais assassinos do que este (Darfur), mas a morte de um jornalista estrangeiro, japonês no caso, em serviço, ajuda-nos a despertar para este.
Curiosamente, este é o título do texto que Manuel António Pina escreveu para o JN a 3 de Janeiro do ano passado. Curiosamente não apenas pela ligação ao post de baixo mas também ao filme que estreia esta quinta-feira, “Fados”, de Carlos Saura. Curiosamente, porque apesar do meu ódio de estimação à música que o filme chama de “portuguesa” - será, tanto quanto o flamenco é a música espanhola! - fiquei com vontade de o ver.
Ficou famosa a equação de António Guterres (não, não é a do “é só fazer as contas”) em que o então primeiro-ministro tentava afastar o espectro da crise, em plena Páscoa, somando a quantidade de gente que estava de férias no Algarve. E ficou famosa porque muita gente sabia que o senhor tinha razão.
Entretanto, ao que parece, ainda estamos em crise, e quase todas as empresas de quase todos os sectores se queixam (até os bancos). Proponho um exercício: Tentem reservar um hotel numa agência de viagens perto de casa, para este fim-de-semana de sexta a domingo… sei lá, no Algarve. Ou em Lisboa. Ou na Galiza, nas Rías Baixas, por exemplo. Tentem saber como estão os vôos low cost e outros pacotes, que incluam avião, para Londres ou Praga, e porque não Madrid, nestes três dias. Garanto-vos que a crise não parece ter chegado aos operadores turísticos.
Numa altura que, em Portugal, Menezes é um dos nomes mais citados pelo blá-blá mediático, em Inglaterra começa o julgamento contra a Scotland Yard por ter abatido pelas costas o brasileiro com o nome no título deste post. Curiosamente, numa altura que, em Portugal, se fala da incompreensão inglesa pelo trabalho policial dos de cá e da pressão que está a ser exercida sobre os agentes, em Londres, a Scotland Yard diz que “o julgamento a que é submetida se baseia numa “incompreensão do trabalho policial” e que seus integrantes vivem sob grande pressão”.
A diferença é que, lá, eles abateram uma pessoa e cá, apenas (!), não conseguem encontrar um corpo (vivo ou morto). Apesar de tudo, não creio que esteja a ser nacionalista se disser que são duas coisas diferentes.