Quarta-feira, 31 de Outubro de 2007


Não é bem quarto, é mais uma sala de estar no Miami Design District., upload feito originalmente por huwkan.

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FM às 14:41 | link do post | comentar

No ano passado contei o que me ri quando o ministro venezuelano William Lara anunciou que não permitiria que o Natal iánqui ocupasse as repartições públicas. Guilherme, desculpem, William segue as normas do regime aparentemente idealizado durante a visita de Karol Woytila -- Papa João Paulo II -- a Cuba. Socialismo e cristianismo ibero-americano.

Mas no ano anterior à decisão de William (2005, portanto), o presidente Hugo Chávez já havia pedido aos venezuelanos para ignorarem o Halloween. Essa festa do demo, pré-cristã.

Já este ano, na Polónia, a Margarida Moreira de Gdansk, pediu aos colégios e escolas que evitem a celebração, pois é uma festa relacionada com o satanismo e o ocultismo. A directora regional de educação segue os preceitos da igreja católica, naturalmente. Polónia, então, Equador -- onde o presidente proibiu os festejos nos serviços do Estado -- e o México tiveram direito a condicionamento dos festejos.

Em Itália, houve uma reacção. Vários grupos católicos decidiram organizar a "Noite dos Santos e dos Mistérios", para competir com o Halloween.

Mas, reacção por reacção, prefiro a do Brasil. Em 2005, o governo instituiu o Dia do Saci para este 31 de Outubro (+).

FM às 12:13 | link do post | comentar

Por estes dias, entre amanhã e domingo, decorre em Miranda do Douro e Vimioso o primeiro Congresso Internacional da Gaita-de-Foles Mirandesa. Trata-se, dizem os organizadores, do primeiro passo para a recuperação da autenticidade da gaita-de-foles desta região e, quem sabe, da sua certificação, no sentido de preservar a autenticidade e as características únicas deste tão peculiar e arcaico instrumento. Correio da Manhã. Apesar de não perceber o significado, aqui, de arcaico, gostei de ler.
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FM às 11:50 | link do post | comentar

e o Halloween do Google.
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FM às 11:49 | link do post | comentar

Terça-feira, 9 de Outubro de 2007

Do Irmão Lúcia, imagem do 5 Dias. O motivo próximo é a capa original da Atlântico


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FM às 21:13 | link do post | comentar

Domingo, 7 de Outubro de 2007

Acabei de receber um pedido de amizade no Hi5. Não, não é isso que é surpreendente. O que é surpreendente é que o pedido vinha com o meu nome. Exactamente: era do meu pai.


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FM às 21:06 | link do post | comentar

Aproveitar as férias. Ver o Sol e o mar. Os elementos, os sentimentos e a realidade, a verdade e as emoções.

 

 



FM às 21:04 | link do post | comentar

Neste fotoblog que será visitado amiúde, encontrei a imagem a história da Fosa común de Oviedo. Cuja história surge neste link. Fosa común de Oviedo (Asturias), upload feito originalmente por Photospain.



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FM às 20:56 | link do post | comentar

Sexta-feira, 5 de Outubro de 2007

Rui Rio quer o «fim da impunidade dos jornalistas», um eufemismo para a limitação do pluralismo na informação. E ao mesmo tempo que discorre sobre a impunidade dos jornalistas, Rio continua a utilizar o site e os painéis publicitários da Câmara Municipal do Porto para a demagogia mais baixa e impune.

TBR no Kontratempos


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FM às 16:03 | link do post | comentar

Sempre me ensinaram a odiar a República.

 

Tempo de anarquistas, diziam, tempo de rebeldes, tempo de confusões, tempo de desbaratinos e desatinos…

 

Aos poucos, vendo pelos meus olhos o que a tinha substituído e o que veio a substituir o período negro, a República que eu entretanto conhecera (graças a leituras precoces de uns livros de história sérios) até não me pareceu nada de mal — muito menos houve algo anti-natura no que se passou no período de 1910/1926 (ou, creio eu, mais correctamente 1910/1939), e que passei a admirar.

 

Houve homens valorosos, incutiram-se os grandes princípios, que nos abandonaram entretanto, e multiplicaram-se as acções heróicas dentro e fora da “piolheira”, tudo coisas que incomodaram a mesquinhez, o miserabilismo e a instalada podridão. Estas três qualidades do povo que anda por estes lados da Península Ibérica vieram a instalar-se aos poucos, até que reinaram definitivamente desde o fim da segunda guerra até finais dos anos 60 ou até 1974.

 

Não esmorecer, hoje, que eles ainda andam aí.


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FM às 13:00 | link do post | comentar

Quinta-feira, 4 de Outubro de 2007

Numa clínica do Porto.

- A sua ficha?
- A sua colega entregou-a ao dr. José - foi ele que me encaminhou para aqui.
- Desculpe, não percebi!
- O dr. José ainda tem a minha ficha, mas pediu para que a colega visse primeiro o…
- A funcionária.
- Desculpe?!
- Foi a funcionária que entregou a ficha ao dr. José.
- Haã! Sim, claro. Mas eu queria dizer “colega” no sentido de serem “colegas de trabalho”, de trabalharem no mesmo sítio.
- Ela é funcionária da clínica e eu sou enfermeira.
- !!!
- Ela é funcionária e eu sou enfermeira… O que se passa então? É o dr. José que tem a sua ficha, não é?

Por muito estranho que pareça, isto passou-se mesmo. Um amigo sindicalista diz que esta é uma das coisas que dificultam a “unidade na acção”, concordo e considero mesmo uma falta de respeito - a não ser que a enfermeira ao distinguir-se da funcionária estivesse apenas a acentuar que não tinha vínculo contratual com a clínica.


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FM às 15:54 | link do post | comentar

Comungo do princípio do post for burma em defesa da liberdade na Birmânia (Myanmar). A intoxicação de informação seguida da míngua deixa-nos angustiados. A memória e os relatos de protestos passados - normalmente reprimidos de forma sangrenta - não nos deixam sossegados com o que se estará a passar dentro do muro de silêncio que é o país, apenas vigiado pelos satélites. Há muitos conflitos no mundo, e todos eles serão decerto injustos, e ainda mais assassinos do que este (Darfur), mas a morte de um jornalista estrangeiro, japonês no caso, em serviço, ajuda-nos a despertar para este. 


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FM às 12:57 | link do post | comentar

Quarta-feira, 3 de Outubro de 2007

Curiosamente, este é o título do texto que Manuel António Pina escreveu para o JN a 3 de Janeiro do ano passado. Curiosamente não apenas pela ligação ao post de baixo mas também ao filme que estreia esta quinta-feira, “Fados”, de Carlos Saura. Curiosamente, porque apesar do meu ódio de estimação à música que o filme chama de “portuguesa” - será, tanto quanto o flamenco é a música espanhola! - fiquei com vontade de o ver.

 

Curiosamente, finalmente, porque a crise é um conceito estranho, como convém lembrar. A Câmara de Lisboa decidiu contemplar com 1,21 milhões de euros um filme sobre o fado, do realizador espanhol Carlos Saura. Mais IVA, o que significa mais qualquer coisa como 250 mil euros. E mais “apoio logístico” e “espaço publicitário”. A Oposição (PS, CDU e CDS), que, primeiro, se opôs, acabou por viabilizar o “negócio” abstendo-se, como se a ideia tivesse funcionado como a “Coca Cola” de Pessoa primeiro estranhou-se, depois entranhou-se…

 

Isto em Portugal e no final do ano da graça (digamos assim) de 2005, em que de todos os lados se repetiu que “os portugueses têm de fazer sacrifícios”. Sorte de Saura, ser espanhol e não português. Porque, para os portugueses, o Governo anunciou na mesma altura uma redução de 45% do orçamento do Instituto das Artes para os apoios de 2006, ou seja, menos 1,3 milhões de euros (quase tanto quanto custará o apoio ao filme de Saura).

 

Há uns anos, li, numa parede de Berlim, uma inscrição onde, ao grito “punk” de “No future”, alguém acrescentara “aber mit Sahne, bitte…”, que é como quem diz “No future, mas ao menos com “chantilly”…” De qualquer modo, convenhamos que 1,21 milhões de euros de “chantilly” é um exagero, mesmo para uma Câmara em ruptura financeira como a de Lisboa.


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FM às 15:54 | link do post | comentar

Ficou famosa a equação de António Guterres (não, não é a do “é só fazer as contas”) em que o então primeiro-ministro tentava afastar o espectro da crise, em plena Páscoa, somando a quantidade de gente que estava de férias no Algarve. E ficou famosa porque muita gente sabia que o senhor tinha razão.

 

Entretanto, ao que parece, ainda estamos em crise, e quase todas as empresas de quase todos os sectores se queixam (até os bancos). Proponho um exercício: Tentem reservar um hotel numa agência de viagens perto de casa, para este fim-de-semana de sexta a domingo… sei lá, no Algarve. Ou em Lisboa. Ou na Galiza, nas Rías Baixas, por exemplo. Tentem saber como estão os vôos low cost e outros pacotes, que incluam avião, para Londres ou Praga, e porque não Madrid, nestes três dias. Garanto-vos que a crise não parece ter chegado aos operadores turísticos.


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FM às 15:52 | link do post | comentar

Numa altura que, em Portugal, Menezes é um dos nomes mais citados pelo blá-blá mediático, em Inglaterra começa o julgamento contra a Scotland Yard por ter abatido pelas costas o brasileiro com o nome no título deste post. Curiosamente, numa altura que, em Portugal, se fala da incompreensão inglesa pelo trabalho policial dos de cá e da pressão que está a ser exercida sobre os agentes, em Londres, a Scotland Yard diz que “o julgamento a que é submetida se baseia numa “incompreensão do trabalho policial” e que seus integrantes vivem sob grande pressão”.

 

A diferença é que, lá, eles abateram uma pessoa e cá, apenas (!), não conseguem encontrar um corpo (vivo ou morto). Apesar de tudo, não creio que esteja a ser nacionalista se disser que são duas coisas diferentes.

 

imagem Jean Charles de Menezes’ Shine at Stockwell, upload feito originalmente por the quidnunc kid.



FM às 15:41 | link do post | comentar

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