Um blogue a partir do Porto sobre os media, a música e o mundo
31.3.04
Amor de Cartro Pedra

Las piedras jamás, paloma,
que van a saber de amores.


Paloma (por Caetano, na Banda Sonora de "Hable con Ella")

link do postPor filinto, às 23:54  comentar

É tarde
Nunca o tempo me influenciou tanto. A chuva ataca-me. O Sol transforma-me em flor de Primavera. No entanto, não dispenso o orvalho e o gelo, que me devolvem a mim, que me fazem colar perna com perna, cruzar braço com braço em frente ao peito, que me juntam então o tronco com as pernas e os braços com as canelas.
Espero pela Primavera. Mas talvez seja tarde já para florir.
link do postPor filinto, às 23:48  comentar

link do postPor filinto, às 22:16  comentar

Os Frei Fado D'El Rei lançaram no Mosteiro de Leça o seu mais recente disco. Ouvi-lo-ei nos próximos dias, mas a julgar pelo que me disseram deve ser ao nível do que deles conhecemos, ou melhor. A ver, a ver.
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link do postPor filinto, às 20:16  comentar

A ideia de partir é uma das mais antigas. Os primeiros homens, por necessidades alimentares, pela temperatura ou por crença partiam. Muitos animais são nómadas, buscando alimento, calor, frio, água. E o próprio homem, ainda hoje, sente por vezes a pulsão de partir. Ir, caminhar. Esta é a altura de marcar férias aqui no jornal. Com pequenos arranjos (de datas e orçamentais), lá todos conseguem mais ou menos o que querem. Agosto, porque tem de ser, entre Maio/ Julho e Setembro/Outubro que é mais barato, Natal para alguns, Páscoa… O que é a Páscoa? Celebra-se o filme de Mel Gibson? Será curioso perceber, novamente, neste país de queixinhas e ressentimentos, quem vai para fora, lá fora e cá dentro, na época pascal. Estou a imaginar alguns cronistas a escrever mal dos espanhóis que aí vêm desde o seu lap-top numa cabana em Sierra Nevada; outro a mal-dizer os genéricos e preocupado com o buraco do ozono desde o seu retiro em Miami; um terceiro em Londres a queixar-se dos incêndios; outros tantos a escrever sobre "PDMes" desde Vilamoura, depois de um jantar no restaurante de ex-pescadores da Quarteira. Estamos todos na tanga com todos. Por vezes apetece partir. Recebo novas da Holanda, retratos falados da Escandinávia, o novo livro do Saramago (atenção, ele não escreve sobre Portugal, escreve sobre o Ocidente sem dar alternativa…) e o mesmo "parlapié" de que "não se passa nada", "que o povo é estúpido", etc. e é quando dá mais vontade de ficar. Quando se cai no marasmo, diz-se que não se passa nada à nossa volta; quando se crítica os independentistas bascos (que apelaram ao voto em branco e nulo nas eleições de Março, depois de serem ilegalizados) e se escreve um livro sobre o voto em branco (120 mil contabilizados entre nulos e brancos no País Basco) devemos fugir? Talvez seja bom partir para dentro, a descobrir o que pudemos mudar em nós para mudar o que está à nossa volta. Não é "proselitismo da tanga" é estar cansado da "tanga" que fazemos de nós mesmos, esperando que os outros decidam e façam apenas para criticar a decisão e a realização. Não quero seguir esse caminho.

[Pontos nos ii de "O Primeiro de Janeiro" de hoje]
link do postPor filinto, às 18:46  comentar

Ciclicamente dou por mim a limpar a minha tralha. Jornais, revistas, livros, recortes, apontamentos...
Por vezes ataca-me algum saudosismo, de quando trabalhei na Ideias & Negócios, por exemplo, recordo agora que me desfaço de exemplares menos conseguidos.
Fizeram-se algumas coisas brilhantes - por vezes um pouco loucas -, consequência de um posicionamento ingénuo e inovador face às outras revistas, outras simples devaneios...
No site que editei, entretanto desactivado, www.ideiasenegocios.com, mudámos de filosofia quatro vezes em apenas dois anos. Era cada vez mais difécil perceber o que se pretendia, acho que nem quem mandava tinha capacidade ou vontade de perceber.
Na revista decretou-se tão depressa o lema de que "ninguém existe sem Internet" e "a Internet morreu".
O Despeça-se Já era sinónimo da euforia.

As mudanças destes últimos anos, com a quase reverência dos conteúdos jornalísticos aos conteúdos comerciais acontecia, mas menos, a passagem para Lisboa do core da empresa, tirando-lhe aquela aura marginal que a fazia vender, nomeadamente em Lisboa, e o encerramento da visibilidade online, que é o absoluto contrasenso, deve ditar o seu fim próximo.
Isto a par com uma gestão com princípios meramente financeiros e de estancamento da crise em vez de investimento para a recuperação.
Espero que se tirem lições da estratégias seguidas.
E que apareça alguém, com outras ideias e outros negócios, a olhar mais em frente, que estamos fartos das mesmas porcarias, dos mesmos lugares comuns.
link do postPor filinto, às 12:26  comentar

Mexico 1902 - Mexico 2002
Obrero en huelga asesinado(Ouvrier greviste assassiné)

Sous-titre : Aprés l'émeute
1934
Centro Pompidou
link do postPor filinto, às 12:07  comentar


Mexico 1902 - Mexico 2002
Obrero en huelga asesinado (Ouvrier greviste assassiné)

subtítulo : Aprés l'émeute 1934 Centro Pompidou
link do postPor filinto, às 10:19  comentar

Hay raras excepciones, como las recientes elecciones españolas, momentos en los que parece que la población decide hacer colectivamente otra cosa -responder al horror con el desafío. Pero ocurre más a menudo que el terror simplemente aterroriza.
Naomi Klein [+]
link do postPor filinto, às 10:16  comentar



Hay raras excepciones, como las recientes elecciones españolas,
momentos en los que parece que la población decide hacer colectivamente otra cosa -responder al horror con el desafío. Pero ocurre más a menudo que el terror simplemente aterroriza.
Naomi Klein [+]
link do postPor filinto, às 10:15  comentar

Fim do driving miss daisy
link do postPor filinto, às 09:35  comentar


Mexico 1902 - Mexico 2002
Obrero en huelga asesinado (Ouvrier greviste assassiné)

subtítulo : Aprés l'émeute 1934 Centro Pompidou
link do postPor filinto, às 09:19  comentar

Hay raras excepciones, como las recientes elecciones españolas,
momentos en los que parece que la población decide hacer colectivamente otra
cosa -responder al horror con el desafío. Pero ocurre más a menudo que el terror
simplemente aterroriza.

Naomi Klein [+]
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30.3.04
Bertrand Cantat, da banda Noir Désir, foi condenado a oito anos de prisão pela morte da sua namorada, a actriz francesa Marie Trintignant. O julgamento ocorreu na capital da Lituânia, Vilnius.

A actriz, que participava em filmagens no país, morreu em meados de Agosto do ano passado, vários dias depois de uma luta violenta entre ela e o namorado num quarto de hotel. [Ler +] O silêncio virá  
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