Num jantar realizado sábado, o presidente do Nacional da Madeira disse que a comunicação social é o seu "animalzinho de estimação". "Não tem respeito por ninguém e só quer fazer sangue", proclamou. Por isso, prosseguiu, "temos que nos mostrar hostis, eles têm que saber que também somos guerreiros e que damos duas bofetadas quando fazem estas atoardas em relação ao nosso clube".
Enquanto o senhor Rui Alves não põe os costados numa esquadra de polícia para explicar o que pretendia dizer com isto e não pedir publicamente desculpa, devemos concluir que o futebol e a Madeira continuam em estado de excepção. Com todo o respeito pelos que vêem como um crime andar com uma bandeira nazi, este comportamento skinhead do presidente do Nacional da Madeira parece muito mais grave. E acho estranho que tenha sido só o Sindicato dos Jornalistas a nível regional a reagir, mas creio perceber os porquês. Ou então não. No site do Sindicato dos Jornalistas descobri outra preciosidade: o Benfica quis impedir os jornalistas da Agência Lusa (e do 24 Horas) de entrar no Estádio para fazer a cobertura do Benfica-Estrela da Amadora. Quê? Já chegámos à Madeira?
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