E no Brasil, a Garota de Ipanema já tem um outro lado: a Garota da Laje. Ainda sem hino, creio, mas um dia destes o Zeca Baleiro é menino para lhe fazer uma balada.
A idéia do concurso “Garotas da Laje” nasceu na maior região de comércio popular do Rio, no centro da cidade. “A gente queria transformar o brega em cult, mostrar a beleza da comunidade, da perifeira”, justifica o organizador da competição.
Em Duque de Caxias, na baixada Fluminense, mora Jéssica Guinco, uma legítima garota da laje. Para se bronzear, ela só sobe uma escada, desvia da caixa d´água e desmonta o kit-laje: canga e óleo de bronzear. Para se refrescar longe da praia, elas usam balde de água ou a mangueira.
Tem muita gente que não confessa publicamente, mas uma das atrações da “Garota da Laje” é a laje do vizinho. E o problema, às vezes, é a mulher do vizinho.
Como todo concurso, a “Garota da Laje” também tem premiação. Quem ficar em terceiro lugar vai levar uma laje pré-moldada de 30 metros quadrados; o segundo lugar leva uma piscina de fibra para cinco mil litros. Quem tirar o primeiro lugar ganha um carro ano 2001.