Um blogue a partir do Porto sobre os media, a música e o mundo
11.10.08

A facilidade com que se consegue, em Portugal, chegar ao que se chama um conhecimento médio, ou mediano, ou medíocre, é de notar para as camadas da população que se encontram a baixo desse nível de conhecimento. E este curso de Inglês Técnico - com todas as piadas que ele pode implicar - do Jornal de Negócios é mais um exemplo disso.

 

O que começa a faltar em Portugal é cursos que ofereçam competências acima da média, especializados para lá do electricista e do canalizador. Há anos que tento regressar à faculdade e por algum problema (que num caso se tratou de um esquecimento meu e nos outros dois de pura e simples BUROCRACIA, decorrente do aparente inedistismo do meu pedido) não consigo. Podia ir para uma privada, claro, essas têm a máquina oleada e pelo preço certo podia aumentar as competências, mas é um preço que não posso pagar. Podia ir fazer uns cursos aos centros de emprego, mas os centros de emprego especializaram-se em mandar os seus "utentes" para entidades externas, e de todos os cinco cursos a que me candidatei desde que fui despedido, em Agosto, como resposta apenas recebi... uma série de spam sobre cursos e nada informando-me, sequer, se tinha entrado nos cursos.

link do postPor filinto, às 09:53  comentar

De Eduardo Coelho a 11 de Outubro de 2008 às 11:08
Ai está o primeiro grande passo para quem, no futuro, queira ser Primeiro-Ministro, seguindo assim o exemplo do nosso "engenheiro" José Sócrates.

De Mente Despenteada a 11 de Outubro de 2008 às 14:51
Deixando de lado a polémica sobre a carreira académica do nosso primeiro-ministro, o que não falta por essas universidades fora é pessoas com cursos e canudos que não acrescentam qualquer valor ao país, e que, em grande parte dos casos, não seriam sequer formados se houvesse algum rigor na seleccção dos candidatos. Cada vez menos o facto de ter um curso é garantia de que se seja acima da média. Conheço muita gente acima da média que nunca pôs os pés numa universidade, e muita gente medíocre que lá passou vários anos (algumas dessas pessoas estiveram lá demasiados anos mesmo). O canudo não é garante de nada, como não é garante de nada a falta desse currículo. E as piadas sobre José Sócrates já estão gastas e são cansativas. A mim interessa-me o currículo político dele. Se é engenheiro, arquitecto, agricultor, electricista, barbeiro ou camionista, é-me completamente indiferente.

De filinto a 11 de Outubro de 2008 às 21:08
No question about it,
o canudo a mim diz-me pouco, eu refiro-me a competências. O país-político anda preocupado em criar Novas Oportunidades mas é apenas para os que não chegaram ao 12.º ano. Quando me apercebo da dificuldade que tenho em reingressar na faculdade ou em fazer um curso ao abrigo de Bolonha que não seja numa privada, fico com a certeza que as Novas Oportunidades, e ter muita gente com o 12.º ano (nem questiono como) são para mostrar percentagens e não para aumentar competências, algo que me deixa desiludido com o país.

 
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